Reunião do Gabinete de Trump em Meio às Conversas com o Irã
WASHINGTON — O presidente Donald Trump está agendado para se reunir com seu gabinete na quarta-feira em um momento crítico nas discussões destinadas a resolver o conflito com o Irã. Esta reunião ocorre após o anúncio de que sua administração e Teerã “negociaram amplamente” um acordo, embora as conversas permaneçam incertas.
Enquanto se prepara para discutir estratégias com seus assessores, Trump demonstra confiança em estar próximo de um acordo que reabra o Estreito de Ormuz, permitindo-lhe afirmar que as capacidades nucleares do Irã foram suficientemente reduzidas, encerrando assim um conflito politicamente contencioso para os republicanos.
No entanto, a situação atual levanta a possibilidade de que a resolução possa não satisfazer muitos, já que questões críticas foram adiadas para futuras negociações. Trump enfrenta reações negativas, inclusive de alguns apoiadores republicanos, que temem que os radicais do Irã possam sair fortalecidos da confrontação.
Ações militares recentes dos EUA complicaram as conversas, especialmente após o Pentágono descrever ataques “defensivos” a locais de mísseis iranianos, que o Irã condenou como sinais de má fé.[2]
O Secretário de Estado Marco Rubio indicou que as negociações sobre a reabertura do estreito e o cessar-fogo se prolongarão, afirmando que Trump precisa alcançar um acordo satisfatório ou arriscar não ter acordo algum.
Embora Trump pareça otimista quanto a um acordo, divergências significativas permanecem entre as posições dos EUA e do Irã sobre questões-chave, além do crescente ceticismo de aliados republicanos em relação aos termos propostos, que se assemelham aos de um acordo anterior feito pelo ex-presidente Obama.[3]
Um componente essencial do acordo emergente exigiria que o Irã renunciasse ao seu estoque de urânio altamente enriquecido em troca da redução das sanções. O compromisso do Irã com essa exigência ainda não foi afirmado publicamente. Além disso, questões não resolvidas incluem se um cessar-fogo se estenderia às operações israelenses contra grupos apoiados pelo Irã no Líbano.[1]

