Países ocidentais podem não mais contar com a segurança de seus territórios durante conflitos, segundo o Business Insider.
O que aconteceu
Em um alerta contundente, Sir John Stringer, Comandante Supremo Adjunto da OTAN na Europa, expressou preocupações de que as nações ocidentais poderiam se tornar cada vez mais vulneráveis durante guerras futuras. Em uma entrevista ao Business Insider, ele destacou a natureza em evolução das ameaças aéreas, observando que, “as ameaças aéreas são mais numerosas e podem alcançar distâncias muito maiores do que quando o Ocidente lutou sua última grande guerra.”
Stringer explicou que os adversários de hoje possuem capacidades avançadas, incluindo mísseis poderosos e drones de longo alcance a baixo custo que podem ameaçar áreas anteriormente consideradas seguras. Ele enfatizou: “Esses dias, infelizmente, também se foram,” refletindo uma mudança drástica em relação a 20 anos de esforços de contrainsurgência, onde o Reino Unido mantinha uma “área de retaguarda muito segura chamada Reino Unido.”
“A retaguarda não é mais apenas teoricamente vulnerável,” acrescentou Stringer. “Ela pode ser contestada rotineiramente.”
Por que isso é importante
As implicações desses desenvolvimentos são significativas para a OTAN e seus estados membros. A separação tradicional entre campo de batalha e território nacional está desaparecendo. Com sistemas de armas avançados agora capazes de atingir o coração das nações ocidentais, os planejadores militares enfrentam desafios assustadores para defender infraestruturas críticas e populações civis.
À medida que especialistas alertam que o Ocidente deve priorizar a preparação civil, os riscos são altos. Os comentários de Stringer ressaltam a necessidade urgente de uma abordagem abrangente para a estratégia de defesa que englobe tanto operações militares de linha de frente quanto proteções para os territórios domésticos.
Contexto
Em 19 de janeiro de 2022, antes do início da invasão em grande escala da Rússia à Ucrânia, autoridades dos EUA levantaram alarmes sobre ameaças ao território nacional na Estratégia de Defesa Nacional, afirmando: “é inegável que o território nacional não é mais um santuário.” Essa cautela se mostrou profética, uma vez que o conflito na Ucrânia introduziu uma guerra de drones sem precedentes e ataques de mísseis, desafiando os paradigmas militares existentes.
Em 2023, Stringer reiterou essas preocupações durante declarações no Royal United Services Institute no Reino Unido. Ele afirmou: “Se você está buscando proteger o que tem, essas noções de ‘casa’ e ‘fora’ não existem mais.” A situação em andamento na Ucrânia alterou as percepções dentro da OTAN sobre a realidade da guerra e suas implicações para a segurança interna.
O que vem a seguir
À medida que a OTAN continua a se adaptar a essas novas realidades, espera-se que os estados membros aumentem os investimentos em preparação civil e defesas aéreas. Reuniões futuras estão agendadas para focar em estratégias para combater ameaças emergentes, especialmente à luz das vulnerabilidades expostas durante o conflito na Ucrânia. A necessidade de ações decisivas nesse sentido se tornou evidente, à medida que as nações enfrentam os complexos desafios da guerra moderna.

