Keir Starmer enfrenta um escrutínio intensificado após a divulgação de arquivos sobre Peter Mandelson, segundo a AP. A publicação em 27 de maio de 2026 ameaça a liderança já combalida de Starmer, enquanto rivais se preparam para desafiá-lo.
O que aconteceu
Em 27 de maio de 2026, centenas de páginas de arquivos sobre Peter Mandelson, ex-embaixador do Reino Unido em Washington, foram publicadas. Essa divulgação segue uma demanda anterior de legisladores por documentos relacionados à conduta de Mandelson e sua controversa nomeação. O escritório de Starmer caracterizou a publicação como uma “peça sem precedentes de transparência governamental”.
A passagem de Mandelson durou apenas nove meses, com Starmer enfrentando críticas sobre o que os opositores chamam de mau julgamento ao nomeá-lo. Divulgações anteriores alertaram os ministros sobre a associação de Mandelson com Jeffrey Epstein, levantando preocupações de que isso representasse um “risco reputacional” para o governo. O Secretário de Saúde, James Murray, afirmou que a divulgação era essencial, reafirmando: “Ficamos muito claros de que a nomeação de Mandelson foi errada.”[2]
“É certo que façamos isso,” explicou Murray.
Os documentos recém-divulgados, que supostamente ultrapassam 1.000 páginas, incluem e-mails e mensagens de texto entre Mandelson e funcionários do governo. Alguns documentos permanecerão retidos aguardando uma investigação criminal sobre supostas irregularidades de Mandelson que remontam a mais de uma década.
Por que isso é importante
Essa divulgação amplifica o escrutínio em torno de Starmer, cujo futuro político parece cada vez mais frágil. Os pedidos por sua renúncia aumentaram à medida que o Labour sofreu perdas significativas nas eleições locais no início de maio. A liderança de Starmer agora está em jogo, enquanto rivais, incluindo o ex-ministro do Gabinete Wes Streeting, se posicionam para potenciais desafios à liderança.[1]
O cenário político ameaça mudar à medida que as tensões aumentam dentro do Partido Trabalhista. Alegações sobre erros de Starmer criaram um ambiente propício para a contenda, potencialmente desestabilizando sua liderança em meio ao crescente descontentamento público.
Contexto
Em setembro de 2025, Starmer demitiu Mandelson de sua posição como embaixador após revelar que Mandelson havia mantido contato com Epstein após a condenação deste último em 2008 por delitos sexuais envolvendo menores. Essa decisão ocorreu em meio a um crescente clamor sobre a falta de autorização de segurança de Mandelson durante sua nomeação.
A primeira divulgação de documentos em março de 2026 já havia acionado alarmes, delineando como a decisão de nomear Mandelson estava repleta de controvérsias. Antes disso, detalhes sobre as conexões de Mandelson com Epstein foram revelados em janeiro pelo Departamento de Justiça dos EUA, levantando questões adicionais sobre o julgamento de Starmer.[3]
O que vem a seguir
À medida que a investigação sobre Mandelson avança, tanto o governo quanto a liderança de Starmer enfrentarão um escrutínio ainda maior. Uma eleição especial está marcada para 18 de junho de 2026, onde potenciais desafiantes, como o prefeito de Greater Manchester, Andy Burnham, buscarão capitalizar a posição precária de Starmer.

