O Supremo Tribunal dos EUA anulou uma decisão histórica que permitia aos presidentes demitir comissários de agências federais à vontade, segundo o Decrypt. A decisão, anunciada em 27 de maio de 2026, concede ao Presidente Donald Trump uma autoridade ampliada sobre órgãos reguladores, incluindo a SEC e a CFTC, em um momento crítico para a regulação de criptomoedas.
O que aconteceu
O Supremo Tribunal dos EUA decidiu, em uma votação de 6 a 3, que o Presidente Donald Trump pode agora demitir comissários de agências federais sem restrições, segundo o Decrypt. Esta decisão afeta particularmente Rebecca Slaughter, uma comissária democrata da FTC, esclarecendo que Trump também pode demitir outros comissários de agências à vontade, exceto os governadores do Federal Reserve.
Essa decisão anula quase um século de precedentes estabelecidos durante a presidência de Franklin Delano Roosevelt, que limitava o poder presidencial de demitir líderes de agências apenas em circunstâncias extremas. Trump descreveu a decisão como “o maior aumento de poder presidencial nos últimos 100 anos”, enfatizando sua importância neste momento.
Como resultado dessa decisão, Trump pode demitir comissários de agências reguladoras chave, como a SEC e a CFTC, sem justificativa. Essa nova autoridade aumenta o controle executivo sobre agências que historicamente eram consideradas independentes, levantando preocupações sobre os possíveis impactos nas regulamentações, especialmente no setor de criptomoedas.
Por que isso é importante
Essa decisão do Supremo Tribunal representa uma mudança crucial no equilíbrio de poder entre a presidência e os órgãos reguladores. Críticos temem que isso ameace a independência das agências responsáveis por monitorar os mercados financeiros, incluindo as criptomoedas. A decisão pode afetar a forma como essas agências operam e aplicam regulamentações essenciais para manter a integridade do mercado.
Contexto
Em 20 de maio de 2026, o tribunal ouviu argumentos sobre as limitações do poder presidencial para remover comissários reguladores. O caso ganhou notoriedade porque a participação de Slaughter tem vínculos com a indústria de criptomoedas; seu marido é vice-presidente da Paradigm, uma empresa de capital de risco. Essa conexão ajudou a financiar sua batalha legal até o Supremo Tribunal.
A questão da independência regulatória tornou-se particularmente relevante no contexto do Clarity Act, um projeto de lei proposto que legalizaria a maioria das atividades de criptomoedas no Senado dos EUA. Os democratas do Senado indicaram que não apoiariam a legislação a menos que Trump se comprometesse a nomear comissários democratas para a SEC e a CFTC.
Próximos passos
O Clarity Act enfrenta um prazo crítico, pois seus apoiadores acreditam que deve ser aprovado até o início de agosto de 2026 para ter uma chance de se tornar lei em meio às próximas eleições de meio de mandato. A liderança do Senado do GOP sinalizou intenções de forçar uma votação sobre o projeto em junho, independentemente do apoio dos democratas.

